Treinar ou não durante a gravidez é uma questão de saúde física, mental e também social. Nos últimos anos tem-se assistido a um aumento de mulheres grávidas como praticantes em ginásios e Health Clubs. A sua maioria já tem o exercício físico enquadrado na sua rotina, enquanto as restantes dão início à prática do exercício nesta fase da vida com consentimento médico.

Contudo, a prática de exercício físico durante a gravidez tem de ser sempre de conhecimento médico (mesmo no caso das mulheres já praticantes), pois só este sabe avaliar a situação – cada gravidez é singular. A partir do momento em que a gravidez é considerada de risco a mulher deve respeitar as orientações médicas, e não deve colocar em risco a vida do bebé e a sua própria saúde.

 O corpo da mulher vai sofrer uma série de alterações para se adaptar a esta nova fase, e essas mudanças envolvem todos os sistemas: circulatório, respiratório, digestivo, osteoarticular, hormonal, neurológico, etc. Obviamente que treinar ou não treinar durante a gravidez, mesmo com autorização médica, é uma decisão da mulher – a mulher deve saber “ouvir o seu corpo”!

Treinar durante a gestação envolve também uma série de adaptações. O treino prescrito a uma mulher que vai iniciar a rotina do exercício físico é muito diferente do treino prescrito a uma mulher que treina de forma regular. Assim como o treino que é prescrito para o primeiro trimestre é diferente do que é prescrito para o terceiro trimestre. O ideal é cada gestante fazer aquilo a que o corpo já está habituado a fazer, excluir o contraindicado, e saber que não é a altura mais indicada para começar coisas novas, pois novos estímulos que envolvem alguma intensidade também exigem adaptação do nosso corpo. Para aquelas que iniciam o exercício físico nesta fase há modalidades de grupo mais aconselhadas ou, então, optar pela forma mais segura e eficaz de treinar – o treino acompanhado com um coach!

No entanto, e independentemente da situação, iniciada ou praticante regular, os benefícios de treinar durante gravidez estão comprovados e aprovados pelos profissionais de saúde e exercício físico. As linhas orientadoras para a prescrição do exercício podem ser encontradas em artigos do American College of Obstetricians and Gynecologists (ACOG) assim como no American College of Sports Medicine (ACSM).

 

Os principais benefícios são:

  • Aumento de energia – há um fortalecimento do sistema cardiovascular e muscular;
  • Ajuda a melhorar o sono – com o avançar da gravidez o desconforto vence o sono, mas o treino pode vencer o desconforto;
  • Diminui o risco da ocorrência de riscos associados à gravidez como a diabetes gestacional, pré-eclâmpsia – o exercício físico reduz os níveis de glicémia no sangue assim como reduz a tensão arterial;
  • Reduz o desconforto geral que a gravidez provoca como as dores, menor agilidade – o treino fortalece todos os músculos e ajuda a manter a agilidade nos movimentos;
  • Prepara e fortalece o corpo para o momento do trabalho de parto – quanto mais em forma a mulher está, mais forte será no momento do parto;
  • Ajuda a aliviar o stress e a aumentar a boa disposição – bem-estar geral é garantido;
  • Ajuda a manter a imagem – um corpo em forma é uma fonte de autoestima;
  • Acelera a recuperação da boa forma depois do parto.

Nunca é demais salientar que devem ser do conhecimento da mulher os sinais (do corpo) que indicam quando esta deve parar de treinar. Eles nunca podem ser ignorados!

Bons treinos, mamãs!

 

Maria Inês Morte

Instrutora Phive Coach