Há muito tempo que me arrasto ao ginásio. Suor, dor… nada muda.

Chuva? Melhor não ir, ainda fico constipado. Sol? Que inconveniente, não tenho protetor solar para poder sair à rua… radicais livres e assim. O parceiro de treino não pode? Nem vale a pena ir. Não conheço ninguém.bSerá que estou a fazer figura de totó? Não percebo nada daquilo que estou para aqui a fazer.

Eu até treino bem, mas a tentação alimentar é mais forte que eu…

A sabedoria convencional não tem ajudado no que toca à resolução deste grande problema: como entrar num estilo de vida saudável, num ritmo de progressão contínua, atingir os objetivos definidos… e ir mais além. Tal como os sintomas da desmotivação, as razões que nos levam à prática de exercício físico são inúmeras: Saúde, beleza física e estética, integração social, diversão e diversificação: equilíbrio na vida. Mas: não é preciso desesperar. Muitos profissionais e investigadores da área têm trabalhado incansavelmente em torno da questão do que nos faz mexer: da vontade, motivação e disciplina.

A tríade motivacional

A Motivação é uma construção teórica e descreve as razões que justificam o nosso comportamento: as ações, desejos e necessidades. Além do vulgarmente conhecido Complexo de Oedipus, Sigmund Freud igualmente desenvolveu teorias a respeito do comportamento humano e da psique. Importante, para o tema em questão, é o ID (para quem não se recorda, os outros são denominados ego e o super-ego).

O ID é a personalidade não-estruturada, constituída pelo instinto, impulsos, desejos e as necessidades básicas (alimentação e reprodução). E isto é importante porquê? Ora, pois explica o fundamento do ser humano. Logo, a tríade motivacional:

  • A procura do prazer. (Comer e reproduzir)
  • O evitamento da dor. (Homeostasia)
  • Fazer tudo com o menor esforço possível. (Preservação da energia)

(Veja se os problemas inumerados no início do artigo não se cruzam todas com estes três fatores de base).

Percebemos, então, o que causa a desmotivação: somos nós próprios. Logo, temos a capacidade de os resolver!

O processo nem sempre é curto. Mas tem um início. Neste caso, abriu o artigo porque o título chamou à atenção. E assim sendo, poderemos começar por um dos lados. A procura do prazer.

Nós procuramos prazer. Como já referido, o prazer pode residir na saúde e no bem-estar físico que nos permitem sentir satisfação a nível psicológico. Sentimo-nos bem connosco próprios. Apreciámos a atividade em si, a oportunidade de aprender e explorar (o próprio corpo) e o facto de aumentar o nosso potencial. A isto, Psicólogos chamam motivação intrínseca. É o prazer que parte de nós, para nós, através das nossas ações. Porém, poder-nos-á ser igualmente importante ter um físico estético, sermos belos ou até sermos invejados por parte dos outros. De demonstrar saúde e bem-estar na (e para a) sociedade. De promover visivelmente um estilo de vida saudável. Isto, na essência, é motivação extrínseca, pois baseia-se no meio envolvente. Se tiras muitas selfies no espelho do Phive, já sabes quais são os fatores motivacionais que te puxam primordialmente.

Porém, o último problema listado tem solução rápida e está (quase) sempre à mão: a toda a hora temos um profissional formado para te ajudar no teu treino, nos exercícios e preocupado contigo, com a tua saúde e postura. E sempre que estiveres à procura de um treino sistematizado que se foca precisamente nos teus objetivos (com rapidez e eficácia), faz a experiência e adere ao Phive Coach.

Quero concluir o presente artigo com um convite. Convido-te a pensares no porquê das tuas ações. No porquê das tuas escolhas. E, de seguida, em repensá-las. E agora nos objetivos. Como os defines? Quais são?

De modo sucinto, resumido, escreve-os numa folha. Um, dois, três… E, dentro de uma mica, para dentro do saco do ginásio. Da próxima vez que estiveres no clube, a vestir a roupa ou a guardar as malas, consulta a tua folha. E vai treinar, socializar, correr ou dormir para o sofá da entrada, consciente do porquê.

Novidades em breve. Desafio dirigido aos utentes do Phive.

Com os melhores cumprimentos,

Dr. Ruben Spilker,

Psicólogo Clínico